sexta-feira, 7 de março de 2014

82 anos de vida e 6 de ausência...

Não existe esquecimento, muito menos falta de lembrança.
O mau de ter boa memória é lembrar até as datas que gostaríamos de esquecer, apenas para não recordar como há uns anos eram alegremente comemorados!
Recordações que, hoje, me dilaceram o coração.
As saudades de quem nunca será esquecido... Uma dor que não passa, que não se esquece, que, por muito que se tente, não se consegue aceitar.

Parabéns avô!

Da tua neta, P. B. 

2 de Março de 2014

1 comentário:

Snow*White disse...

Até aos meus 18 anos tinha os meus 4 avós. E todos eles sempre foram muito especiais e próximos para mim. Quando, aos 18 anos, subitamente o meu avô morreu, aquela dor, aquele vazio que se abriu no meu coração, aquela dor que era a maior que eu já tinha sentido, era tudo inexplicavelmente aterrador! Mas lembro-me de, passados poucos meses, estar com o meu pai, no carro, a chegarmos a casa e a falarmos do meu avô e eu disse: "Custa muito e a saudade é muita... mas eu sei que sou uma privilegiada por o ter tido até aos meus 18 anos e por tê-lo conhecido, o que vivi com ele ninguém me tira!"

Sabes, e é assim que continuo a pensar... Não quero esquecer as coisas boas que vivi com eles. Mesmo que doa lembrar! Não quero esquecer-me, nunca, dos dias que passei com eles, das palavras, das expressões, dos gestos... Porque jamais irei esquecê-los e quero que a saudade, mesmo que doa, sirva para me lembrar das alegrias que vivi com eles!

um beijinho **