quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cinco anos

Há cinco anos atrás, por esta hora, não imaginava receber a notícia que mudaria a minha vida. Noticia essa que me mostraria como é precária a vida.
Pela primeira vez, em poucas hora saberia como é duro perder alguém! Alguém a quem sorria todos os dias, que beijava com desejos de uma boa noite, na certeza que o repetiria no dia seguinte.

Passaram cinco anos, e ainda hoje me custa pensar que essa pessoa já cá não está, que ao abrir a janela do meu quarto, na qual evito estar, não o verei no seu canto!

Passaram cinco anos e detesto que se refiram a ele como o "falecido".
Porque é que de repente deixou de ser o avô???

1 comentário:

Snow*White disse...

Oh, como te percebo!
Mas sabes, as pessoas não fazem por mal quando dizem "o falecido". Acho que é algo enraizado e cultural, não é por maldade nem tão pouco por não sentirem saudade ou respeito pela pessoa a quem se referem.
Das primeiras vezes que me lembro de ouvir algo assim, foi uma tia minha a referir-se ao marido, que morreu há uns anitos, como "o falecido". Na altura achei aquilo tão estranho... mas depois percebi que é "geral"...

Curiosamente, hoje aconteceu-me o mesmo. Uma pessoa referiu-se ao meu avô como "o falecido", mas sei que esta pessoa adorava o meu avô, sofreu com o seu sofrimento e continua com saudades dele...