sábado, 13 de janeiro de 2018

E quando o amor acaba?

Já contamos 10 anos juntos, mas afirmo que foram 9 anos de amor incondicional, sem margem para dúvidas. Todos os dias, horas, minutos, momentos... tinha a certeza que era "um amor para a vida toda", eras o homem da minha vida, até que se me acabasse a vida. Certeza, ponto assente...


Certeza????
Era, não duvides que era... mas essa certeza desmoronou-se, tornou-se cada vez mais vaga, mais ausente.



Será que o amor acaba?
Como é que acaba?

E quando acaba? O que fica? O que se faz ao tempo comum? Como se larga tudo sem ter dúvidas?

Agora, quando estás ao meu lado, já não existe aquele aperto no coração, aquela vontade de viver grudada, de beijar e apertar para nunca mais largar.
Há carinho, há amizade, há um enorme receio de magoar e ferir um coração que me ama (porque eu sei que ama).

Ainda estes dias conversamos, rimos e choramos juntos, porque a verdade é que foi tão bom tudo que vivemos e como eu gostaria que nada tivesse mudado.
Sabes que és o meu melhor amigo, a pessoa que melhor me conhece (apesar de me sobrevalorizares). Tu sabes que tudo que eu quero é que sejas muito feliz (sabes bem que coloco os outros à minha frente), e sei que não estou a fazer-te feliz.
Desculpa, espero mesmo que me perdoes.


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Hoje apeteceu-me...



Hoje apeteceu-me passar por cá, porque este ainda é o sítio onde me sinto confortável para desabafar.
Vim para deixar uma revolta que, por vezes, sinto perante palavras de ingratidão.
Falam de amor de mãe/ pai.. concordo  com o que dizem/escrevem, mas sinto-me obrigada a discordar. Eu, que não sou mãe, sou "apenas" tia, amo mais incondicionalmente os meus sobrinhos, que muitos pais amam os seus filhos. Porque amar é colocá-los sempre à nossa frente, pensar neles antes de pensar em nós. Devo dizer que muitos pais falham nesse processo! Nao sou mais nem melhor que ninguém, isso eu sei.
Mas também sei que mereço ser a TIA e as outras serem as tias, sou eu que alimento, visto, mimo e até castigo, sou eu que limpo as lagrimas e a ferida (já não é dói dói), sou eu que dou colo para dormir ou para chorar, sou eu que estou sempre lá!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Avó

A minha avó completa hoje 86 anos...

Anos muitos sofridos, cada vez mais dolorosos!

Teve 10 filhos, mas foi mãe de muitos mais!

Os seus filhos deram-lhe 30 netos, mas o coração foi-lhe dando outros que tais!

Os bisnetos, já ultrapassam os netos e continuam a crescer, mas jamais conhecerão a bisavó que foi mãe e avô até de quem não lhe era nada!

Hoje é uma sombra de tudo aquilo que foi... o corpo que não reage, que não obedece à vontade de continuar a trabalhar!
Permanece a dor de ouvir um ajuda-me a levantar!


Parabéns avó, que a tua dor de não seres independente amenize e que sejas feliz!

sexta-feira, 7 de março de 2014

82 anos de vida e 6 de ausência...

Não existe esquecimento, muito menos falta de lembrança.
O mau de ter boa memória é lembrar até as datas que gostaríamos de esquecer, apenas para não recordar como há uns anos eram alegremente comemorados!
Recordações que, hoje, me dilaceram o coração.
As saudades de quem nunca será esquecido... Uma dor que não passa, que não se esquece, que, por muito que se tente, não se consegue aceitar.

Parabéns avô!

Da tua neta, P. B. 

2 de Março de 2014

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Lembranças

Andava eu divagando por um coração que não merecia, quando tu me conseguiste abrir os olhos e o coração para o verdadeiro amor. 
Faz exatamente, neste dia, 6 anos!
Lembro do receio que sentia... 
De assumir um sentimento já existente, de magoar um frágil coração, como sabia ser o teu!
Depois de várias batalhas vencidas, várias lágrimas derramadas, podemos viver livremente o nosso amor, sem ter que o esconder de ninguém.


Amo-te hoje muito mais do que há seis anos atrás! Cada vez mais!